terça-feira, 19 de abril de 2011

Maldita geração dos gráficos

Eu sou de uma longínqua era chamada anos 90. Onde videogames eram tudo (eles ainda são, mas não são mais a mesma coisa). Uma era onde não existiam lan houses (mal se usava o PC). Multiplayer só chamando seus amigos, e só 2 de cada vez. Onde quem tinha revistas de games era Rei e sabia dar Fatality em todo mundo.

Meu primeiro console foi um Atari 2600 (que já era uma "velharia" na época). Aquele quadradão preto definiu para sempre o conceito de games. Quem aí não conhece o Pac-Man (come-come)? Pois é, ele nasceu alí. Apenas uma alavanca e UM botão vermelho. Posso arriscar que uns 40% da minha infância passaram-se na frente da TV da minha vó, jogando Atari.
A Sony estava prestes a lançar seu fenômeno, o Playstation, quando eu ganhei a maravilha da Nintendo: o SUPER NINTENDO. Esse eu não vou nem comentar, uns 80% da minha pós-infância.

"Mas porra Quak, onde tu quer chegar com toda essa merda?"

Quem tem menos de 15 anos hoje só sabe dizer: "ai meu, que gráfico lixo desse jogo, tudo quadrado!"
Sshaushuahsuahsuah, eu só posso rir pra não chorar. Claaaaro que gráficos bonitos contam para um jogo ser considerado bom, mas não só isso. Por exemplo: jogos de Xbox360 tem gráficos muito bons, mas poucos se igualam ao Megaman do NES em termos de diversão. E para provar que não sou só eu que acho isso, foi lançado um "novo" Megaman, para Xbox, com os gráficos idênticos aos do NES.

Vão jogar um jogo de verdade, tipo, os clássicos. Eles não são chamados de clássicos à toa. Castlevania, Metroid, Road Rash, Metal Gear (MSX). Não vão se arrepender.